quarta-feira, 18 de maio de 2011

Proposta infografia - Coliseu de Roma

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Memória descritiva

A infografia é um instrumento de comunicação, que combina diferentes formatos de conteúdos para explorar uma ideia ou tema. O processo de elaboração de uma infografia exige ,assim, por parte do autor o conhecimento ou domínio de diferentes conceitos e linguagens para transmitir informação de uma forma eficiente.
A possibilidade de comunicar através da imagem, do texto, da cor e da paginação através de um só suporte permite um conhecimento mais extensivo relativo ao assunto tratado.

Na minha infografia optei por seleccionar o Coliseu de Roma como tema. A imagem mostra o título "Coliseu de Roma" que orienta o observador para a temática da infografia. Seguidamente em baixo surge uma abordagem histórica do edificio, com referência ainda para alguma informação relativa à estrutura e arquitectura do mesmo. Mais à direita surge um separador, que compreende a imagem do Coliseu de Roma, com os números que formam a legenda presente no canto superior direito da imagem.
Em cima da imagem estão presentes dois pequenos separadores e respectivos títulos , com informação complementar relativa à decoração e materiais do monumento.

A cor está presente na imagem com predominância para o tom castanho que confere maior sobriedade e solidez numa relação de constraste como fundo. O branco é também explorado no título e nos temas de Decoração e Materiais, com os contornos a preto de forma a distinguir a informação principal dos subtitulos ou complementos de informação.

A paginação é distribuida em três espaços fundamentais demarcados pelas barras presentes na imagem. As barras à esquerda e à direita pretendem equilibrar os dois lados da composição. A barra do lado esquerdo serve ainda para estabelecer ligação ao separador da Legenda. A barra no meio separa o espaço de texto estático, da imagem do monumento acompanhada pela redacção de subtitulos adaptada às formas da figura, como é visivel no texto sobre a Decoração.

domingo, 24 de abril de 2011

Imagens alteradas



Memória Descritiva

“Colors, like features, follow the changes of the emotions.” (Picasso)


A cor é um factor importante para ligar uma imagem a uma ideia. Na rotina do ser humano existe um processo de compreensão e associação automática de um conjunto de objectos a determinadas cores. As cores adquirem, assim, um significado subjectivo ou objectivo para os interpretantes da imagem, podendo levar os mesmos a induzir um conjunto de emoções patentes na figura.
Quando observei esta imagem, a expressão da figura feminina e o céu anunciavam um momento de grande tensão emocional sugerindo um cenário de terror. Contudo o verde da natureza, em plano de fundo, conferia uma maior equilíbrio ou leveza à imagem. Nesse sentido, coloquei o plano de fundo a preto e branco reforçando o ênfase da expressão de terror com o tom vivo aplicado ao cabelo (laranja) e a mistura de dois tons no titulo representado em baixo(cinza e vermelho). Com estas modificações, o contraste da imagem aumentou substancialmente concebendo um cenário de perigo e terror eminente anteriormente suavizado pelo equilibrio das cores.


Memória Descritiva

"A picture of many colors proclaims images of many Thoughts" (Donna A. Favours)

A Benetton é uma marca que privilegia a utilização da cor nas suas publicidades. Ao pesquisar diversos exemplares produzidos por esta entidade é possível verificar a preferência pela aplicação de uma grande diversidade de tons. A marca pretende com isto transmitir o desejo de uma união racial, juntando humanos de diferentes etnias e revestindo-os de cor nos acessórios utilizados. A imagem que seleccionei segue esta prática da Benetton. Nesse sentido a modificação da imagem passou pela passagem das duas figuras femininas para preto e branco reforçando o sentido da unidade racial. Por outro lado a diversidade dos tons nos cachecóis é substituída pela aplicação de cores fortes e dinâmicas como o vermelho e o laranja, sugerindo emoções como a diferença ou a irreverência na imagem. O resultado final, obtido pela conjugação destas duas alterações, pode ser representado na expressão "Todos diferentes mas todos iguais".

Memória Descritiva

"I have a dream that my four little childrens will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin, but by the content of their character" (Martin Luther King)

A publicidade acima exposta representa, tal como o segundo exemplo, a tentativa de expor de forma visível o conjunto de pontos comuns que nos tornam a todos seres iguais. A presença dos três corações, com a designação de uma cor no interior de cada um pretende abordar a ideologia da marca. A aparência ou exterior apesar de salientar as diferenças do Homem em vários aspectos, como por exemplo o tom de pele, está intimamente ligada ao interior onde todos detemos apenas um coração.
O aspecto inicial desta figura representava, assim, de forma inequívoca o desejo da união racial pela Benetton. Contudo essa ideia foi desmontada através da atribuição da cor inserida em cada coração, expondo uma diferença que agora não se verifica apenas a nível exterior como também interior. A alteração neste exemplar, não se prendeu aos significados das cores atribuídas ou às relações de contraste ou equilíbrio sugeridas entre elas. A modificação da imagem teve como único objectivo a alteração do seu contexto ideológico através da cor.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ricardo Reis



“Typographical design should perform optically what the speaker creates through voice and gesture of his thoughts.” ( El Lizzitsky)

Memória Descritiva 

Ricardo Reis é o heterónimo de Fernando Pessoa que valoriza a cultura clássica, o poder dos deuses e a fatalidade do destino. A sua caracterização é associada à filosofia grega e romana , com referência ao estoicismo e ao epicurismo. O poeta defendia um aproveitamento moderado dos prazeres da vida para que na hora da despedida não fizesse sofrer os mais próximos.

No seu espólio Ricardo Reis demonstra com frequência admiração e interesse pela beleza da figura feminina dirigindo-se a Lídia (sua musa inspiradora) em vários poemas. Nesse sentido e seguindo as temáticas anteriormente mencionadas, os poemas utilizados para esta proposta foram "Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio" e "Segue o teu destino".

A composição presente em cima, é uma representação visual dos conceitos que a poesia de Ricardo Reis engloba tal como El Lizzitsky defende. A referência à cultura clássica é visível nas colunas presentes no canto inferior direito e esquerdo da composição. A inspiração feminina está presente no rosto de perfil apresentado logo acima da coluna no lado direito da imagem, o desejo de aproveitamento da vida que no entanto deve ser controlado, está patente na mão desenhada no canto superior esquerdo que não chega a tocar no rosto. A flor surge como mais um elemento referente ao clacissismo, enquadrando-se também com o verso "Pagã triste e com flores no regaço" do poema "Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio".

As fontes tipográficas utilizadas seguiram os conceitos da composição, reforçando o seu carácter clássico. Na concepção da imagem utilizei a fonte Blackadder ITC para o nome do heterónimo e para o título do poema, de forma a valorizar o período clássico. Esta fonte tem um aspecto semelhante à tipografia desenhada fazendo alusão à escrita manual da época, apresentando uma anatomia diferente privilegiando trajectórias curvilíneas. Nos restantes elementos a fonte utilizada foi a Times New Roman, que evidencia, tal como o próprio nome indica, a evolução da tipografia desde o tempo romano/clássico. A presença das serifas nesta fonte mostra também o desejo de Ricardo Reis em seguir os princípios definidos desde o período romano.






Álvaro de Campos


“Typography needs to be audible. Typography needs to be felt. Typography needs to be experienced." (Helmut Schmid)

Memória Descritiva

Álvaro de Campos é o heterónimo que mais se assemelha a Fernando Pessoa, evidenciando também uma dor constante pela incapacidade de sair do mundo racional. Os seus poemas são analisados sob três fases distintas. A primeira é a fase decadentista marcada pelo tédio e desejo de fuga à monotonia através de drogas. Posteriormente Álvaro de Campos procura sentir tudo de todas as formas, numa fase de delírio sensorial. Por fim o poeta resigna-se e entrega-se ao abatimento devido à incapacidade de cumprir o que idealiza. 

Em todas as fases a existe um ponto em comum - o Pensamento. O desejo de sentir e deixar o vício do raciocínio conduz este heterónimo a uma grande confusão mental. O poema que serve de base a esta composição é "Lisbon Revisited" e integra a terceira fase (intimista) do autor. Este exemplar fica marcado pela introspecção constante do poeta e pelo anunciar do seu abatimento e resignação.  

A imagem postada acima deste texto, é a demonstração prática do estado de conflito interior de Álvaro de Campos. A organização dos elementos tipográficos em espiral a convergir para o centro da composição pretende expor a concentração do poeta em torno do pensamento. A constante reflexão interior está ainda visível nos pontos de interrogação, exclamação e as reticências que preenchem o espaço vazio no centro em redor do P, para demonstrar a inexistência de tempo ou disposição para sentir. O mapa composto por pontos dentro da letra, faz referência ao título do poema e à cidade que tantas vezes é referida ao longo dos seus versos. A composição reflecte , assim, no seu todo o estado de espírito do poeta tornando-se na sua representação real , tornando-se audível, sensível e experimentada como defendia Helmut Schmid.

A fonte tipográfica utilizada foi Times New Roman, pois apesar de tentar sair da esfera racional para entrar no domínio sensorial Álvaro de Campos, nunca conseguiu abandonar a seriedade, a postura formal e controlada com que encarava a vida. Assim , a aplicação desta fonte é apropriada devido à sua anatomia regular e constante, com presença das serifas. Na imagem é possível verificar a utilização de tipografia de forma variada,  com a existência e ausência de preenchimento nas formas e a valorização do ponto, que constrói o efeito espiral e o mapa representado no centro da composição.

Alberto Caeiro



“This then is the scribe’s direct purpose : the making of useful things legibly beautiful.”
(Edward Johnston)

Memória Descritiva

Alberto Caeiro representa a oposição total ao ortónimo, na medida em que recusa totalmente o pensamento. incapacidade. Este heterónimo caracteriza-se pela vivência total das sensações através dos sentidos deixando de parte as filosofias e reflexões, que atormentam Álvaro Campos e o ortónimo. Caeiro limita-se a divagar na realidade absorvendo tudo o que esta oferece sem questionar. Ao contrário do que acontece com Álvaro de Campos, Alberto Caeiro obtém a realização através deste modo de vida - "Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, sei a verdade e sou feliz".

O poeta constrói a verdade através do uso exclusivo dos sentidos, "entristecendo" apenas ao anoitecer pois aí o seu conhecimento através da visão perde-se na escuridão. A composição relativa a Alberto Caeiro foi construída através dos poemas "Sou um guardador de rebanhos" e "Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta". Nestes dois poemas Caeiro reforça a confiança nos sentidos , mostrando desconhecimento pelo mundo racionalizado.

O resultado final apresentado em cima faz alusão sobretudo à designação de "Guardador de rebanhos", através de uma representação simples, semelhante a um desenho infantil corroborando com a descrição psicológica atrás elaborada sobre Alberto Caeiro. A combinação entre as letras L, B, O e I resulta na representação de uns óculos e olhos, que representam a visão - principal fonte de conhecimento do poeta. A árvore é composta por uma combinação de Ys e pretende fazer referência à relação próxima do heterónimo com a natureza. A ovelha desenhada ao lado da árvore completa a ideia dos óculos, representando o rebanho de Caeiro. Os As colocados na parte inferior da composição têm intenção de simular um conjunto de lápis, que o autor utilizou para desenhar a composição. Com este elemento pretendo mencionar a relação próxima entre a simplicidade do autor e um desenho de uma criança, pois ambos se limitam a desfrutar e aproveitar o momento.

A fontes aplicadas foram Franklin Gothic Book , Arial e Cordia New e a explicação para a sua utilização prende-se pela anatomia simples e limpa e pela inexistência de serifas ou adornos, estabelecendo assim um paralelismo com a caracterização psicológica deste heterónimo.

Recolha de imagens para a proposta de Tipografia









quarta-feira, 16 de março de 2011

Imagens Proposta

Após ter feito alguns estudos no Adobe Illustrator, surgem aqui representados os resultados finais em formato rectangular e circular.






Memória Descritiva

A composição apresentada resultou de uma reflexão acerca do conjunto de conceitos que a música "Roads" representa.

Conceitos :

- incompreensão
- tormenta
- destino
- incerteza
- rendição
- solidão
- introspecção

A música "Roads" dos Portishead sugere uma forte carga emotiva por parte do seu autor, que vai ao longo da música divagando dentro de um conjunto de pensamentos. A incompreensão é notória ao longo da letra da música , com questões permanentes do autor, que se apresenta como um elemento à parte ou abandonado. Esta ideia exposta ao longo da música, é representada através da mistura do desenho preenchido com cor, com as figuras que são apresentadas sem cor, com um aspecto inacabado.
A incerteza e o destino são visíveis nas estradas, que saem da figura à esquerda percorrendo direcções sem
sentido, sendo essa ideia completada ainda pela transformação da estrada desenhada mais acima em pontos de interrogação e exclamação junto de um ponto final, que expõe a rendição do autor à solidão que constata após reflectir.
A introspecção ou análise persistente do autor ao seu estado de espírito traduz-se na representação de duas formas geométricas complexas , que sugerem ilusão de óptica e o conflito interior. Esta ideia é ainda explorada na acumulação de pensamentos exposta através da gota formada, logo abaixo da queda de água da forma à direita.
Ao nível técnico a linha é utilizada não só como elemento definidor das formas mas também como preenchimento ou sombreado das mesmas. Na composição a linha é empregue com diferentes direcções onde predomina a trajectória diagonal , sugerindo perturbação e instabilidade. O dinamismo da composição é obtido através das linhas sinuosas das estradas, em conjunto com a forma e o contorno que englobam os pontos(interrogação , exclamação e final).
ponto é utilizado essencialmente como forma de preenchimento/sombreado na figura à esquerda e para construir o ponto de interrogação que surge deslocado na composição. 
forma, segue a ideia essencial da composição expondo a complexidade interior do autor aparecendo sobretudo com a mistura dos três elementos básicos (quadrado, circulo e triângulo).

Música

A música seleccionada para executar a primeira proposta de trabalho foi :

Roads (Portishead)


Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Storm.. in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself

I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

[INSTRUMENTAL]

How can it feel, this wrong
This moment
How can it feel, this wrong

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

quarta-feira, 9 de março de 2011

Recolha de Imagens

Estas são algumas das imagens que observei para a realização da primeira proposta de trabalho: